é porque as pessoas quando gostam têm vontades. eu tenho as minhas, das quais não me envergonho por obedecer. é a única coisa que me move. é isso que mantém sana dentro desse infinito completamente sem sentido. o óbvio tá muito irracional, eu não entendo uma gota e não faço questão alguma de fingir conformidade sobre o mundo. apesar de que, às vezes ela vem, e vem forte. pra me fazer vazia vazia no canto do canto do quarto, questionando se vale a pena todo o penar, sinceramente. viver pode ser osmose. eu to tão cansada. daquele cansaço que você não sabe em que parte do mundo encontrar conforto que restaure o original. eu já vi tudo isso, gente, que náuseas. e você pensa que dessa vez vai ser diferente, se dedica, faz das tripas coração. e sim, a forma é diferente, mas resultado é o mesmo. igual. e repete, repete. não dá pra suportar esse carrossel eternamente, não dá.
não quero fazer parte da vida das pessoas, isso é muito vago. quero fazer parte delas essencialmente. fundamental. terrivelmente deliciosa e indispensável. pra quem isso soa demais, não tem razão em insistir. eu sei que eu sugo. sugo mesmo. e sugo de uma forma que eu não me contento com pouco, porque faz parte de mim e esse espaço que se reserva urge ocupação. como se estivesse incompleta, decapitada, mutilada sem aquilo. é sufocante, dá pra entender? meu cu pra independência. meu cu pra liberdade. o que é liberdade? todo mundo sabe que é inatingível. basta se preocupar com o que a outra sente pra se limitar. mas essa outra, meu deus, ela tem é que fazer pra merecer! tem que se mostrar incomparável a qualquer outra e me nego a discutir esse quesito.
essa última foi a que chegou mais perto da minha alma. me apaixonei logo depois que ela veio em minha direção ainda mais porque chegou sem nada que sirva substancialmente como pretexto à intenção. e com aquela atenção meticulosa que fez-me enxergar. despontei. evoluí. a ligação é magistral. magistral mesmo, e não se contenta com isso, não se permite ignorar. ordena concretização. uma missão de enigmas tão vastos, ai de mim. a verdade é que não existe regresso por mais que pareça. em tanta repetição coleciona-se detalhes maiores que servem de ferramenta pro próximo embarque. um dia será diferente. vê, eu tô tentando chegar na luz, mudar o caminho mas às vezes o caminho já é gostoso.
quando não existe cooperação o melhor a se fazer nessa vida é estudar, só isso que eu tenho a dizer. é.
ai, mas quisera eu decorar a última vez que suas pernas estimularam loucamente minha produção de endorfina, meu bem. porque no fim das contas tudo que importa é isso. trabalhos de faculdade, teatro, música, tecnologia, nervoso da primeira entrevista de emprego, esperar o ônibus que tem o seu destino estampado no letreiro, tomar sorvete, comer chocolate, rir da inocência do amigo, tolerar insultos de quem não te conhece, tomar banho, literatura, álcool, drogas, extração de dente do ciso, e tudo o que te motiva, e tudo o que te cansa, não adianta, todo o resto leva isso. você passa por todos seus maus dias na esperança de terminá-los com alguém que você goste. o problema é quando esse alguém não existe mais..
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
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