A geometria dos triângulos amorosos. O frio calculismo das traições. A matemática do sexo, com seus problemas sem solução. A diminuição de um sentimento, a soma de dois desejos. A divisão de um coração, a multiplicações das culpas. A paixão elevada à ùltima potência. A raiz quadrada do ódio, o fracionamento das emoções. O ímpar que há nos pares e o paradoxo do amor infinito. E a única coisa que você precisa saber é que existe um denominador comum entre você e todas as pessoas do mundo.
Adogo a Fernanda Young.
domingo, 30 de maio de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
talvez seja a coragem falhando ou as pessoas resolveram fechar os olhos e achar natural as merdas feitas. não consigo entender, talvez eu vá morrer sem ter conseguido ou quem sabe a vida seja só essa grande incompreensão..
Faz uma hora que eu tô escutando Alanis Morissette- You oughta know sem parar hauahau
Faz uma hora que eu tô escutando Alanis Morissette- You oughta know sem parar hauahau
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Desabafo momentâneo
senta aqui e escuta, isso pode demorar como pode acontecer rápido demais. eu me assumo mulher e como sempre me pergunto se realmente sinto algum amor ou se me disponho a amores impossíveis, momentâneos e irremediáveis. depois falo da escassez que me acostumei, da indiferença que devora adentro e depois, sobre ter você. a verdade é que tentei. como todas minhas tentativas, já era de se esperar acabar afogada na praia ou na rua embaixo da chuva - não por culpa sua, talvez por culpa minha, sabe-se lá - o sentimento nasce como também morre, depende da freqüência que se rega, que se cuida, que se abraça. não estou certa se preciso explicar, tudo isso a gente sente enquanto perde os braços.
é tão raro duas pessoas se entenderem nesse mundo - ou não - porque depois de muita coisa que se toma, bebe, cheira, mata e vive, a gente acredita em quem parecer legal na hora ou simplesmente naquilo que bem entender. passei boa parte do meu tempo tentando te interpretar, que delicioso desperdício! olhava para você para não olhar pra mim, nem se quer era por amor ou compaixão, quero dizer, nem era por causa daquela coisa que esquenta o sexo. através de você eu enxergava tantas cores que estavam além de mim, é que você não é tão complicada assim, na verdade, acho que poucas doses diárias de carinho e atenção seriam o suficiente para fazer da sua vida algo que, realmente, valesse a pena. eu nunca me contentei com isso, sempre perguntei demais, senti demais, por final acabei tendo o de menos. não consigo engolir a vida a seco, talvez seja por isso que um bocado de mim ainda treme de paixão atrás de uma porta que não mora ninguém.
eu escrevo em tom baixo de voz calma, preciso te fazer entender coisas que você não entenderia o que eu queria que entendesse. hoje sua saliva queima a minha boca, um gosto amargo de amor podre. do amor que você nunca precisou, mas eu fiz questão de dar até onde eu queria receber. vê? sempre fomos completas desnecessárias. o preto não precisa do branco e vice versa, a vida continua independentemente neutra.
quando penso com exatidão, quero te mandar ao inferno, para puta que te pariu. mas não dá não, eu te atravessei por tantas vezes enquanto quis. agora chega, estivemos há tanto tempo por um fio até um dos lados arrebentar.
Falar tudo isso foi quase um parto, acredite hauhauhau
é tão raro duas pessoas se entenderem nesse mundo - ou não - porque depois de muita coisa que se toma, bebe, cheira, mata e vive, a gente acredita em quem parecer legal na hora ou simplesmente naquilo que bem entender. passei boa parte do meu tempo tentando te interpretar, que delicioso desperdício! olhava para você para não olhar pra mim, nem se quer era por amor ou compaixão, quero dizer, nem era por causa daquela coisa que esquenta o sexo. através de você eu enxergava tantas cores que estavam além de mim, é que você não é tão complicada assim, na verdade, acho que poucas doses diárias de carinho e atenção seriam o suficiente para fazer da sua vida algo que, realmente, valesse a pena. eu nunca me contentei com isso, sempre perguntei demais, senti demais, por final acabei tendo o de menos. não consigo engolir a vida a seco, talvez seja por isso que um bocado de mim ainda treme de paixão atrás de uma porta que não mora ninguém.
eu escrevo em tom baixo de voz calma, preciso te fazer entender coisas que você não entenderia o que eu queria que entendesse. hoje sua saliva queima a minha boca, um gosto amargo de amor podre. do amor que você nunca precisou, mas eu fiz questão de dar até onde eu queria receber. vê? sempre fomos completas desnecessárias. o preto não precisa do branco e vice versa, a vida continua independentemente neutra.
quando penso com exatidão, quero te mandar ao inferno, para puta que te pariu. mas não dá não, eu te atravessei por tantas vezes enquanto quis. agora chega, estivemos há tanto tempo por um fio até um dos lados arrebentar.
Falar tudo isso foi quase um parto, acredite hauhauhau
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Adoro quando você me joga pra dentro da cabine do banheiro e mete sua língua na minha boca. Gosto de pensar que sou mulher, e dentro do banheiro de mulher ninguém desconfia da gente. Adoro quando você me agarra e me beija loucamente com um desespero de que o mundo vai acabar, de que o que a gente faz é errado. E adoro o quanto você quer mais é que se foda. Que quer só nós. Sentar na privada fechada e ver você se encaixar em cima de mim. Beijar seu colo. Esbarrar nas paredes, essas merdas de paredes de banheiros pequenos que facilitam a nossa putaria. Abrir calças desajeitadamente. Forjar uma batalha com o jeans pra por a mão dentro de você. Querer gemer e fazer silêncio, alguém tá vindo. Agir naturalmente, e passar o dedo nos seus lábios enquanto o momento de silêncio não passa. E você os lambe, como eu gosto disso. Você faz tudo certo. Aquele momento de prazer intenso como se fosse nosso último momento juntas. Fim da putaria, hora de se recompor, apertar a descarga pra parecer que ninguém tava metendo e sair com a boca toda roxa e o cabelo despenteado. Como eu adoro isso, esses malditos e finitos dez minutos.
É comum pensar em putaria ainda mais em uma segunda feira chuvosa.
É comum pensar em putaria ainda mais em uma segunda feira chuvosa.
eu tenho..
eu tenho medo. medo que me dói as juntas. que me faz achar o cobertor escudo. anel salvação. medo que me deixa imóvel. sem rumo. choro pelo que ainda não aconteceu. tomo as dores de outros corações. esses pulsam. sangram. acham tudo uma gracinha. adoro sentir medo. a sensação de não saber o amanhã. a nova lua que poderá ser sua. ou só minha. basta te ver pra que nenhuma palavra tenha sentido. pra que minha fala fique muda e o complexo de cuidado instantâneo ativado. mãos inquietas. pensamento longe. você ali, ao meu lado. eu, morrendo de medo. medo de falar, e falar besteira. medo de não falar e omitir. eu, só escutava. até que o tom mudou. você disse que o meu silêncio incomodava. eu disse que sabia demais pra falar. seu sorriso secou como bromélias sem chuva. ficou ali. em silêncio. o bom que eu falo. falei de tudo. lá fora chovia. o céu foi caridoso com você, que assim como ele, também chorava. eu sabia, pequena. desde o começo eu sabia. pulei de cabeça no concreto. sabia o que estava por vir. escolhi sofrer. escolhi chorar por alguém que não sabe o que são lágrimas de alma. que acha que a política da boa vizinhança funciona. eu sei, amor. de boba, você não tem nada. o que você não sabia, é que eu também não.
Encontrei isso nos meus rascunhos, eu devo ter escrito há um bom tempo mas não vejo porque não ser publicado.
Encontrei isso nos meus rascunhos, eu devo ter escrito há um bom tempo mas não vejo porque não ser publicado.
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