Adoro quando você me joga pra dentro da cabine do banheiro e mete sua língua na minha boca. Gosto de pensar que sou mulher, e dentro do banheiro de mulher ninguém desconfia da gente. Adoro quando você me agarra e me beija loucamente com um desespero de que o mundo vai acabar, de que o que a gente faz é errado. E adoro o quanto você quer mais é que se foda. Que quer só nós. Sentar na privada fechada e ver você se encaixar em cima de mim. Beijar seu colo. Esbarrar nas paredes, essas merdas de paredes de banheiros pequenos que facilitam a nossa putaria. Abrir calças desajeitadamente. Forjar uma batalha com o jeans pra por a mão dentro de você. Querer gemer e fazer silêncio, alguém tá vindo. Agir naturalmente, e passar o dedo nos seus lábios enquanto o momento de silêncio não passa. E você os lambe, como eu gosto disso. Você faz tudo certo. Aquele momento de prazer intenso como se fosse nosso último momento juntas. Fim da putaria, hora de se recompor, apertar a descarga pra parecer que ninguém tava metendo e sair com a boca toda roxa e o cabelo despenteado. Como eu adoro isso, esses malditos e finitos dez minutos.
É comum pensar em putaria ainda mais em uma segunda feira chuvosa.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
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