quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ela percebeu que estava já na porta do elevador. se recusou a continuar, deu meia volta no corredor, resolveu que não iria mais nem na porta da desilusão. fez desse fato um ritual pra abrir outra porta do coração. dói assim, um amor que vem, outro amor que vai (ai ai ai ai ai). pode ser a primeira vez ou última vez (ai ai ai ai ai).

essa música é muito gostosa.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

o imaginário de um conto de fadas

Ela falou sem medo, nem vírgula. Ela falou sem horror, falou porque sentiu, não havia jeito. Nem pensou, só falou: Não diz o que a boca não quer e não procura o que o coração repudia. E ele lá, segurando o copo, mudo. A cerveja já não estava tão gelada, os sorrisos já não estavam tão verdadeiros - minto: não havia nenhum sorriso. Ele não queria chorar, na verdade, mas o dia tinha sido ruim. Deu um gole na cerveja já um pouco quente, bateu as cinzas do cigarro no cinzeiro e olhando nos olhos dela, disse: Você me pediu tantas coisas e eu tentei te dar de alguma forma. Eu não sabia como, mas eu tentava te dar. E eu tentaria tudo de novo, eu tentaria o mundo, eu enfrentaria Deus, o diabo, o caralho a quatro - você sabe, você sabe. Me dói. Me dói tanto agora, você nem imagina. Agora me dói mais porque te doei toda a minha esperança e foi assim que te amei. Te amei sem te dizer o tempo todo, foi o amor silencioso que você pediu de mim. Eu me doei a você e deixei que fizesse tudo. E você fez. Você fez tudo, você sabe, sim sim, você fez tudo. E quando você traiu minha confiança, eu te falei que não era certo, mas eu deixei passar, eu sorri e te beijei na testa. Eu deixei, eu deixei. Mas naquele dia eu cheguei em casa e chorei mas você se quer imagina isso. Porque foi sempre assim. Sempre. Eu te amava, te queria e te sofria - sempre em silêncio ou não. E aquele dia eu, sozinho e em carne viva de tanta dor, chorei.
E a essa altura os olhos dela gritavam alto, gritavam até doer e doía. Queriam chorar, queriam. Como bebês loucos com dor que gritam gritam e a mãe fica lá - aquela pose de mãe, de útero, aquela pose de mulher que tudo pode - ela fica lá desesperada, mas o bebê quer gritar e ela precisa acudir a maldita criança, os olhos querem chorar, a dor quer doer - ela não sabe mais se é mãe, se é mulher, se nasceu só praquilo de ficar acudindo o próprio filho. Mas nem mãe, nem nada. Nessa cena só existiam duas pessoas: ela e ele. E ela bebia a cerveja que estava quente também, queria chorar, sim, queria. E aquela onda melodramática mexicana colorida envolvia os dois que sofriam a dor universal, a dor que corta, a dor marginal, a dor que afeta novos e velhos, burros e sábios: a incomparável e explosiva dor de amor. Que soa incurável, infindável. A dor filha da puta que nos torna imbecis, que nos fode e faz o coração querer sair pela boca de tanto desespero.
Algumas pessoas no bar. Velhos safados bebericando cerveja e assistindo a televisão engordurada em cima do balcão, o nordestino de olhos tristes que saiu do trabalho e resolveu parar ali e comer um PF às nove da noite, uma mulher solteirona com cara de puta que dava em cima de um dos velhos. Este que não tinha cara de safado, pelo contrário, parecia impossível o pau daquele homem subir. Mas a mulher lá, insistente, esfregava o peito no velho, o velho gargalhava, a mulher gargalhava junto e depois tragava o cigarro de filtro branco já com marca de batom. Toda aquela decadência de boteco acontecia e os dois ali, naquela mesa do canto. Só os dois.
Ele, já meio sem palavras, todo doído - resolveu se levantar e deixá-la sozinha no bar. Não havia nada a se fazer. Personalidades diferentes demais. Ela, um estouro. Ele, um suspiro. Ficava aquele contraste, aquelas bebedeiras, as traições de confiança dela, as mentiras, os problemas dele, as dores, os dois, os dois - todo um mundo e os dois. Chegou o temido momento insuportável de um relacionamento. Nada brilhava, nada fazia sorrir. Embora se amassem, embora um desejasse o outro. Mas as músicas não faziam tanto sentido, o sexo agora não era mais como antes, não existiam planos, nem filhos nos planos, nem plantas na casa, nem quem ia cozinhar ou quem ia tirar o lixo do banheiro, nada, nenhum plano. Não. Nessa cena do bar os dois estavam destruídos, o diabo lhes devorou a alma, estavam secos de dor.
Era como se o mito do amor romântico estivesse sendo comido por alguém. E depois de tanto mastigar, roer, depois de engolir tudo.. nada sobrou, obviamente.
E ele tomou coragem e levantou da cadeira. Respirou fundo como se fosse pular numa piscina e falou: E se da minha boca saísse o indesejado, o incompreendido - se da minha boca saíssem mentiras iguais as tantas que você me contou tantas vezes - se da minha boca saísse o errado, o tosco, o horrível, o podre, o sujo... eu não diria agora, olhando nos teus olhos, que tantas vezes enganaram os meus, que te amo com todo o meu coração e toda a minha carne.
E ela, sem aguentar, deixou o cigarro cair no chão, colocou as mãos no rosto e chorou. Não conseguiu fazer mais nada. Não conseguiu pensar, não conseguiu vê-lo partir... nada. Só chorou. E que as lágrimas lhe lavassem a alma imunda. Porque embora quisesse demais, não sabia amar, não entendia porra nenhuma de amor, de como lidar, não sabia. Porra nenhuma. Ela não sabia. Então, chorou. Sozinha no bar, em carne viva de tanta dor. Ela chorou.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

existência do fato

If shame had a face I think it would kind of look like mine. If it had a home would it be my eyes. Would you believe me if I said I'm tired of this. Well here we go now one more time. I tried to climb your steps. I tried to chase you down. I tried to see how low I could get down to the ground. I tried to earn my wayI tried to tame this mind. You better believe that I have tried to beat this. When will this end? It goes on and on over and over and over again. Keep spinning around I know that it won't stop. Till I step down from this for good. I never thought I'd end up here. Never thought I'd be standing where I am. I guess I kind of thought it would be easier than this. I guess I was wrong. Now one more timeI tried to climb your steps. I tried to chase you down. I tried to see how low I could get down to the ground. I tried to earn my way. I tried to tame this mind. You better believe that I have tried to beat this. So when will this end? It goes on and on over and over and over again.Keep spinning around I know that it won't stop. Till I step down from this Sick cycle carousel. This is a Sick cycle carousel.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

o novo de novo

é porque as pessoas quando gostam têm vontades. eu tenho as minhas, das quais não me envergonho por obedecer. é a única coisa que me move. é isso que mantém sana dentro desse infinito completamente sem sentido. o óbvio tá muito irracional, eu não entendo uma gota e não faço questão alguma de fingir conformidade sobre o mundo. apesar de que, às vezes ela vem, e vem forte. pra me fazer vazia vazia no canto do canto do quarto, questionando se vale a pena todo o penar, sinceramente. viver pode ser osmose. eu to tão cansada. daquele cansaço que você não sabe em que parte do mundo encontrar conforto que restaure o original. eu já vi tudo isso, gente, que náuseas. e você pensa que dessa vez vai ser diferente, se dedica, faz das tripas coração. e sim, a forma é diferente, mas resultado é o mesmo. igual. e repete, repete. não dá pra suportar esse carrossel eternamente, não dá.
não quero fazer parte da vida das pessoas, isso é muito vago. quero fazer parte delas essencialmente. fundamental. terrivelmente deliciosa e indispensável. pra quem isso soa demais, não tem razão em insistir. eu sei que eu sugo. sugo mesmo. e sugo de uma forma que eu não me contento com pouco, porque faz parte de mim e esse espaço que se reserva urge ocupação. como se estivesse incompleta, decapitada, mutilada sem aquilo. é sufocante, dá pra entender? meu cu pra independência. meu cu pra liberdade. o que é liberdade? todo mundo sabe que é inatingível. basta se preocupar com o que a outra sente pra se limitar. mas essa outra, meu deus, ela tem é que fazer pra merecer! tem que se mostrar incomparável a qualquer outra e me nego a discutir esse quesito.
essa última foi a que chegou mais perto da minha alma. me apaixonei logo depois que ela veio em minha direção ainda mais porque chegou sem nada que sirva substancialmente como pretexto à intenção. e com aquela atenção meticulosa que fez-me enxergar. despontei. evoluí. a ligação é magistral. magistral mesmo, e não se contenta com isso, não se permite ignorar. ordena concretização. uma missão de enigmas tão vastos, ai de mim. a verdade é que não existe regresso por mais que pareça. em tanta repetição coleciona-se detalhes maiores que servem de ferramenta pro próximo embarque. um dia será diferente. vê, eu tô tentando chegar na luz, mudar o caminho mas às vezes o caminho já é gostoso.
quando não existe cooperação o melhor a se fazer nessa vida é estudar, só isso que eu tenho a dizer. é.
ai, mas quisera eu decorar a última vez que suas pernas estimularam loucamente minha produção de endorfina, meu bem. porque no fim das contas tudo que importa é isso. trabalhos de faculdade, teatro, música, tecnologia, nervoso da primeira entrevista de emprego, esperar o ônibus que tem o seu destino estampado no letreiro, tomar sorvete, comer chocolate, rir da inocência do amigo, tolerar insultos de quem não te conhece, tomar banho, literatura, álcool, drogas, extração de dente do ciso, e tudo o que te motiva, e tudo o que te cansa, não adianta, todo o resto leva isso. você passa por todos seus maus dias na esperança de terminá-los com alguém que você goste. o problema é quando esse alguém não existe mais..

sábado, 8 de agosto de 2009

the end

eu já cansei do seu talvez, eu deixo isso pra outra pessoa. eu não combino com duas vidas, pois já sei como termina..

esse relacionamento tinha tudo para der certo, menos eu.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

terça-feira

talvez dessa vez eu tenha mesmo algo importante a dizer, talvez eu até tenha duas, mas é bem aquela de escolher "a coisa má ou a coisa boa primeiro?" - sei lá, decidi parar com isso. sinto que você cansou, eu cansei, nós cansamos dessa balela literária. atravessei a tarde até então tudo normal, bastou um acontecimento e eu varei a noite e amanheci sem saber o que escrever, só fiquei com essas duas coisas engasgadas na garganta: a boa e a má. mas não sei como dissolver isso e mandar num gole só. talvez seja mais um novo processo, porque escrever é isso mesmo, coisa boa e coisa má engasgadas na garganta. o momento crucial é o dedo na goela - tenho certeza que li isso em algum lugar. mas a questão é: am i ready? sinto que preciso me preparar, não sei nada sobre nada. quero te ler. aí quem sabe eu me sinta mais segura, certo? errado. tudo errado. isso é inverter os papéis. esse processo deveria ser seu e não meu, você é quem deveria estar escrevendo, produzindo ou alimentando alguma úlcera. já sei, diga algo agora. grite, faça uma mímica. se você quer que eu escreva o nosso conto, preciso saber por onde começar. coisa boa ou coisa má? cantar, rolar de rir ou chorar? sinta-se segura, nada do que me disser me surpreenderá. eu acredito no poder transformador das pessoas - pois pensando bem, só um completa idiota escolheria empurrar a vida com a barriga. você tem que ficar contente, e você sabe que se você quiser, você fica. respira fundo, uma, respira fundo, duas, respira fundo e pergunte em voz alta: o que eu tenho hoje dentro de mim?
a minha resposta é: você.
não é você quem escolhe. são suas entranhas, o sexo. não pergunte mais, apenas afirme - isso soa muito bem - você precisa encontrar o silêncio dentro de um grito. um espaço de apoio para o seu cansaço. a minha cama anda vazia. a minha cama, o meu sofá, o meu chuveiro, aqui em casa sobra espaço. se você quiser tenho dois ombros disponíveis, sei que qualquer pessoa inteira que se preze também os tem, mas isso não vem ao caso. eu estou aqui, as outras pessoas só estão circulando. sei que a distância entre o meu caminho e o caminho que você está escolhendo pode ser enorme. nem mesmo me sinto animada em mudar essa situação, mas se você me disser que quer seguir em frente e pular para o lado de cá, eu vou adorar a idéia. mas antes assuma sua condição e vê se não faça besteira no meio caminho. então insisto pela última vez e insisto não por você, mas por mim. vou deixar os desejos acontecerem em slow motion e as folhas de papel quase em branco, porque começar uma história como é essa nossa, por tantas vezes fica complicado e absurdo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

eu gosto mesmo é do estrago

eu não gosto de doces, prefiro ácidos na vida real tanto quanto na gustativa. mas agora eu tenho cáries. estou indo cuidar delas agora, daqui a pouco. eu sempre soube que a vida adocicada não era pra mim, teimei em experimentar, agora tenho que ir lá, né. por mais indefinidos que meus objetivos sejam, banguela não é um deles. estou com o dedo anelar da mão esquerda meio machucado há no mínimo dois meses. se eu acreditasse em sinais, aposto que estaria neurótica. não acredito sabe porque? eu gosto da dorzinha. é igual àquela dorzinha de dente caindo. morro de saudades disso. ficar cutucando com a lingua o dente, até a língua começar a doer e aí ficar esperando a língua parar de doer pra poder voltar a cutucar. mas isso era eu, né.
agora?
o ócio sempre foi algo que me motivou. gostei dessa palavra ócio, escutei ela hoje e resolvi que ela devia parar aqui. e pode ser daí que nasceu essa paixão incondicional que nutro por domingos. ressaca, comida requentada, coca sem gás e remela. e esse é o sentido dos domingos. mas só quando o resto da vida está nos seus conformes. o que é... uhn, não lembro quando foi a última vez, sabe, mas isso não muda a validade da minha história. afinal todo mundo já se obcecou por alguém e os porques disso são variados, deve ser porque vocês compartilharam um olhar. porque vocês riram da sua piada estúpida, e céus, como suas piadas são estúpidas. porque vocês leram o mesmo livro e você nunca tinha contado pra ninguém que tinha lido até ela aparecer. porque na hora que você precisou de alguém, ela te ofereceu um isqueiro. porque quando ela for embora, você vai sentir saudades mesmo é do ossinho, das unhas sujas dela. dos pés que não consegue parar de bater. e eu não te conheço, eu sei. mas isso não impede que eu te ame com todo o desespero que eu vou sentir toda vez que eu tiver que me despedir de você no momento que eu te conhecer e souber que você é você. então, se você estiver por aí, por favor, passa aqui em casa, e me leva pro resto da minha vida?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

sensação transparente

e agora é o momento exato de decidir? eu me pergunto sempre as mesmas banalidades sobre vidas que nem sequer se aproximam da minha, e por que? será que ela usa óculos escuros em fotos porque não gosta dos seus olhos ou porque eles dizem muito sobre ela? será que ela continua vivendo o grande amor no fundo do copo por inovação ou semelhança? nunca importa mesmo já que a vida não é minha, sempre esse eterno ciclo do egoísmo fundamentado no bem querer, no bem próprio, no bem, bem, bem errado. os passos e as leituras e os sorriso pra uma só pessoa que no fundo não importa nada, ninguém nunca importa.

a moda agora devia ser usar óculos escuros o tempo todo hahaha.

domingo, 12 de julho de 2009

você não gosta de mim, que pena.

podíamos ter uma a outra para dividir o jornal e as manhãs. podíamos ficar observando a cortina voejar janela adentro e os nossos papéis espalhados sobre os lençóis, espelhos, aquários. podíamos ficar despenteadas aos domingos. podíamos nunca mais nos pentear, nem ficar sozinhas ou vestir roupas. podíamos ter uma luneta, uma árvore torta na calçada, uma escadaria em forma de caracol, um sótão, uma lareira ou nada disso. podíamos viver a história secreta que sempre quisemos compartilhar. e quem sabe até ganhar na loteria, sonegar impostos, acreditar em horóscopos ou em futuro, andar no arame, colecionar moedas, viagens, fotografias. filhas lindas, estabanadas e geniais. sobrinhos. netos. natais. cometas Halley. podíamos ter tudo, e tanto. mas você não gosta de mim, tudo bem e é uma pena.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

estrela guia

Horóscopo de 08-07-2009:
Neste momento você dispõe da intuição, da inspiração e da criatividade necessárias para inventar e construir o seu próprio futuro, numa semana em que as coisas tendem a correr mais rapidamente e em seu favor. Aproveite a maré favorável, ela vai ser suas principais prioridades e siga em frente.

Dicas do dia (não para o meu signo)
Hora de saber tomar as decisões certas porque a faca e o queijo estão em suas mãos, só depende de você.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

só porque é intenso, não significa que seja definitivo

sobre Amor: não lidarás com a coisa adequadamente.

desarme-se. espere o pior. e o melhor. desespere-se. canse de esperar. não compreenda. desconfie. confie a própria vida. sofra. tenha medo. e tenha fé. ofereça sua própria vida sem saber o que virá em troca. fale pra si mesmo: valerá a pena. ainda assim. imagine que muito de repentemente você encontre a melhor pessoa. a melhor invenção desde o pão em fatias, até os defeitos com aquele ar de coisa estratégicamente programada para devastar os campos coloridos e intocados de sua vida. tudo na pessoa é tão perfeito, que só falta você ali, pra estragar um pouco haha. só que você, querido leitor(a), você não voa em cima da pessoa. existe o senso, a moral, as suas celulites, etc. sabe, amar é uma escadinha com degrauzinhos, um dia de cada vez. e eu menti seriamente agora (surpresa) porque amor, AMOR MESMO, não é isso.vá lá e agarre a pessoa, mostra que você se importa, o que você sente, deixa transparecer um pouco mais. mas você não vai sabe-se lá o porque. prosseguem os dias. não tão de repentemente assim, as coisas vão se encaminhando até um entortamento completo, que vem de dentro, do fundo, como uma raíz. e você vai achar tudo normal. é assim que amar é normal. quando entorta. e não discuta.
basicamente isso é amor: “I’ve woke up stone drunk / Face down in the floor.”

quinta-feira, 25 de junho de 2009

not a love song

você viu o pior de mim agora. as vezes eu me sinto completamente sozinha, você vê isso também? você está me perdendo de alguma forma mesmo quando nós estamos lutando pelo contrário. você é apaixonada por mim ou por outras coisas? bem, eu sou uma sonhadora, romantica, boba e sim apaixonada. coloque-se em meu lugar mas cuidado pelo o que desejamos para o amor. eu vi o pior em você também e eu deixei pra lá, você vê isso? porque eu preciso deixar pra lá, simples assim. e quando eu estiver caindo de joelhos, você irá pegar minha mão e a sua mão..não sei, sinto que eu estou sentindo falta de algo para não culpar mas não se preocupe isso vai passar, é somente porque eu não estou me sentindo segura. você poderia tentar que eu perdesse minha cabeça e tudo isso está apenas começando, não é o suficiente, nunca é o suficiente. e eu apenas quero continuar sonhando mas cuidado pelo o que desejamos para a vida.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

believe me

porque pessoas vão embora. porque lugares são todos iguais. porque ambições mudam e sonhos são esquecidos na hora de alimentar as crianças. porque duas horas no trânsito matam toda e qualquer vontade de correr descalço na chuva. filas no banco na hora do almoço só realçam a falta de sabor da comida do restaurante por quilo que tem na esquina de baixo. lembra daquela menina dos olhos brilhantes, a do vestido azul que você era apaixonado quando era criança? então, casou porque engravidou, e os olhos dela só brilham quando estão cheios de lágrimas refletindo a novela que ela assiste na tv 14” da cozinha enquanto lava a louça. lembra de todos os bichos de estimação que você já teve? morreram. e os que você tem agora vão morrer também. lembra do nome de todas as pessoas que você já beijou? lembra de quando você não tinha prestações pra pagar? lembra de aulas de ciências?

o que houve ali?

onde a gente se perdeu?

crescer não precisava ser tão ruim assim. podia ser só aqueles momentos de acordar no meio da noite e ter alguém segurando a tua mão. podia ser sair às terças-feiras sabendo que tem que acordar cedo na quarta pra trabalhar, e nem ligar. podia ser ter grupos de amigos que não se afastassem por causa da distancia e novos tivessem algo pra acrescentar. e porque eu terminaria esse texto, mas ao invés de falar, resolvi agir e vou ali dar um abraço na minha melhor amiga e dar risadas.